Amanda Sousa e Isabella Ribeiro

Texto 1:
Bullying: o estopim de um vício malicioso
O bullying é caracterizado como um ato de violência verbal (que pode culminar em violência física) e psicológica, que ocorre de forma intencional e contínua. Decorrendo principalmente no ambiente escolar, essa prática objetiva intimidar a vítima, gerando angústia e promovendo o isolamento social da mesma. Ainda que no ano de 2015 tenha sido aprovado determinado projeto de lei contra o bullying, notadamente as formas de prevenção desse imbróglio social, bem como os meios de intervenção são ineficientes, de tal modo que não enfrentam os agressores.
Em se tratando das vítimas, é evidente que, exclusas dos padrões impostos pela sociedade hodierna, tornam-se vulneráveis às agressões e propícias à exposição negativa, os quais salientam fatores externos, a beleza, cultura e valores comumente encontrados na contemporaneidade. Outrossim, nota-se que o perfil dos agressores é, na maioria dos casos, caracterizado pelo prazer em menosprezar e humilhar, mesmo que estes não estejam isentos de problemas.
É notório que, além da conformidade das vítimas no que se refere ao bullying, há a desconsideração e irrelevância proposital por parte das instituições mais influentes e obrigatoriamente capacitadas para debater o assunto, como as corporações educacionais. Em seu caráter predominantemente formador de indivíduos frustrados e depressivos em decorrência da ininterrupta prática, nota-se, ademais, o estopim de um vício malicioso devido à subordinação ocasionada subsequentemente.
Dessarte, faz-se necessário enfatizar, também, a necessidade de notoriedade desta anomalia social, tendo em vista um futuro promissor, precipuamente referindo-se aos jovens, maiores envolvidos. Além disso, o pensamento obsoleto existente obviamente configura uma sociedade restringida e padronizada, cuja extinção será perceptível com a almejada e diligenciada coletividade social.


         Texto 2:
          É notório que o bullying tem ganhado a cada dia mais espaço na sociedade hodierna. Nota-se, além do seu papel intimidador, a maneira superficial em que é abordado, principalmente porque o pensamento “faz parte”, embora errôneo, é, ainda, comumente observado, tornando esse tipo de violência, banal e meramente considerado como “frescura”.
            Com a disseminação desse fenômeno psicossocial, decorre-se a luta de aparências objetivadas no agrado coletivo, principal ápice dos apelidos maldosos, da difamação, da opressão e da tirania propositais e corriqueiras, as quais em muitas situações são consideradas inofensivas ou até mesmo como um tipo de brincadeira, em que, inesperadamente, alguém é vulnerável ao isolamento social, à doenças psicossomáticas e à traumas psicológicos.
            O ambiente escolar, principal local de ocorrência do bullying, muitas vezes tem procurado escapulir do tema, mesmo que esse seja uma máquina de criação de jovens depreciadores e admiradores da padronização imposta, na qual há uma relação desigual de poder. Todavia, é importante ressaltar que o poderio exercido pelos valentões nem sempre são por sua própria culpa, uma vez que podem já ter sido vítimas dessa prática originária da estupidez humana.
            Vale destacar, também, que a resolução desse imbróglio traz consigo a extinção de suas consequências, como a mais drástica delas: o suicídio. Notadamente nos últimos anos tem-se observado o elevado índice de jovens que cometeram esse ato pela depreciação vivenciada no bullying, em que já não mais suportariam a falta de interesse por parte dos órgãos que regem as regras de intervenção do mesmo, e (talvez o principal fator), pela incompreensão ou escassez de apoio familiares.
            Por fim, reforça-se a necessidade e carência de mudança no que considera-se “brincadeira” e “algo normal”. Primordialmente, como sociedade, deve-se haver rigidez quanto ao cumprimento das regras e combate aos pensamentos obsoletos acerca do bullying. Não pode-se calar e simplesmente “cruzar os braços” diante de tais situações: o bullying não é brincadeira, e mesmo com tanto tempo de existência, nunca foi.

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