Isabella Marques e Diego Arthur
Texto 1:
Epidemia do
Bullying
Na
atualidade, o fenômeno do bullying é um dos temas que vem despertando mais
interesse nos profissionais na área da educação, saúde e em todo o mundo.
Caracterizado por agressões intencionais físicas e verbais feitas por um
agressor a um aluno, o bullying pode ser manisfestado tanto nas redes privadas
e particulares da educação afetando mentalmente e fisicamente as vítimas
envolvidas.
A aparência
física é um dos principais motivos do transtorno e segundo o IBGE o número de
casos de jovens submetidos a situações de humilhação vem crescendo e aumentando
nas escolas no país a cada dia. Em 2012, 35% dos alunos afirmaram terem sofrido
algum tipo de bullying, agora subindo para 47%.
Afetando a
saúde mental e física da pessoa martirizada pode influenciar na autoestima,
ocasionando stress, transtornos psicólogos, fobia, depressão e por fim chegando
até mesmo ao suicídio. Como agravante da situação, em média de 93% dos alunos
não procuram nem recebem tratamento psicológico depois do ocorrido, agravando
ainda mais as consequências.
Apesar dos
dados preocupantes, não há medidas eficientes que resolvam o impasse. A criação
da lei de combate contra o bullying, que promove sanções contra aqueles que a
praticam é a única válvula de escape, sabendo que a existência dessa lei não
causa a conscientização e conhecimento de seus atos por parte dos agressores.
Isso pressupõe,
nesse caso, a intensificação das palestras escolares, destacando as causas e
consequências do problema, assim como o uso de campanhas publicitárias
informando toda a população sobre a problemática, a fim de que os pais e
familiares fiquem informados sobre o assunto e saibam agir em meio de uma
situação de bullying.
Trata-se de
mudar, por meio de programas de prevenção, o quadro crítico, promovendo o
bem-estar das crianças e adolescentes no âmbito escolar e assim combater os
casos de violência que surgirão.
Texto 2:
Larissa era uma garota cheia de vida, nunca se importou em
aparecer bonita para olhos alheios, gostava de ser do jeitinho que é. Até que
em certo dia Larissa fixou seus olhos em um post feito por jovens de sua sala
do terceiro ano do ensino médio, o vídeo era intitulado: “a garota mais feia
que eu já vi kkk”. E assim como qualquer outro ser humano ela ficou
extremamente curiosa e logo quis saber do que aquele post se travava. Quando
ela abriu o link viu que era um vídeo de 1 minuto e 9 segundos de, até então,
amigas dela abrindo o perfil dela no Instagram e rindo de suas fotos dizendo
coisas do tipo “olha essas sobrancelhas! Parece um ogro, essa sim sabe ser
feia”, enquanto quem gravava caia na risada.
Após ela ver que
estavam zombando de sua aparência ela resolveu mudá-la completamente, fez
cirurgias plásticas que a desfiguraram, aplicou silicone e preenchimento
labial, tudo aquilo que julgavam bonito e feminino. Após tudo estar cicatrizado
ela sentia fortes dores no rosto e na cabeça, porém ela decidiu ignorar afinal
o importante até então era parecer bonita aos olhos de suas amigas e ser
aceita.
Assim que seus
colegas a viram logo falaram, “até que da pro gasto, mas é muito plástico”, ela
abria um sorriso forçado, mas nada mudou, continuava a sofrer bullying, só
mudou o motivo, antes ela era “feia” demais, agora ela era “falsa” demais.
Devastada Larissa ao chegar em casa pensou muito em tudo que tinha feito para
se encaixar no quebra-cabeça da sociedade, decidiu que ia continuar fazendo
procedimentos estéticos para ficar finalmente bonita.
Dois meses
depois de ter feito todos esses procedimentos, descolorir o cabelo, afinar
nariz, redefinir maçãs do rosto, Larissa sentiu muita dor e foi levada para o
hospital. Ela teve uma hemorragia interna que a levou a óbito. Em seu funeral,
suas colegas olhavam com um olhar vazio para seu túmulo dizendo:
- Ela
devia parar de ser tão artificial e ser mais natural.
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