João Gabriel Castro e Maria Vitória Velasco

Texto 1:
O bullying fictício
 O meu passatempo preferido é ler livros, viajar em histórias fictícias e fantásticas- já que esse é meu gênero preferido- é algo que realmente gosto. Há pouco menos de uma hora, terminei de ler o livro “Os 13 porquês” da autora Jay Asher. Esse livro me fez repensar meus conceitos sobre bullying. Sempre achei que era uma coisa banal e exagerada, agora vejo que não é bem assim.
Situações como, fazer comentários maldosos, agredir física e psicologicamente, isolar e humilhar as pessoas, pode fazer com que a vítima do bullying cometa atos perigosos, chegando à extremos, como tirar a própria vida.  
         Depois de ler o livro(e que livro), parei pra pensar nos jovens que tiveram suas vidas usurpadas pelo bullying, que jamais foi, e não é apenas “mimimi” como muitos dizem por aí. Tantos futuros brilhantes interrompidos. Futuros médicos, advogados, professores... que por não suportar tamanho sofrimento SOZINHOS, desistiram da própria vida. E o que dizer dos agressores dos agressores? Que são, na verdade, vítimas também. Jovens que não encontram amor em casa, que possuem pais ausentes e que veem na agressão uma forma de descontar suas frustações.
         Semana passada, li uma frase num livro, cujo nome me foge agora. Ela dizia o seguinte: “ Jovem, não importa o que aconteça em sua vida, nunca deixe que seu medo de vencer seja maior que sua possível derrota.” Só hoje a entendi. Muitas vezes, os jovens só querem ouvir um “estou do seu lado” ou um “ você é capaz”.

Texto 2:
Já é hora
Diariamente, jovens do Brasil e do mundo perdem suas vidas por causa de uma “brincadeira” bastante comum nas escolas: o bullying. O entendimento dessa prática melhorou, porém em nada contribuiu para sua abolição dos ambientes escolares, onde sua atividade é mais escancarada.
A alta incidência dessas agressões, que podem ser físicas e ou psicológicas, instiga o surgimento de uma questão: Por quê? O que leva os jovens a praticar tais ações? Segundo o IBGE, mais de 20% dos estudantes brasileiros praticam ou já praticaram bullying. Muitas vezes, o agressor não encontra em casa o apoio, a segurançae o amor familiar, contemplando, assim, nessa prática, uma válvula de escape, descontando todas as suas frustrações.
As vítimas, em sua maioria, nada fazem a respeito, suportando sozinhas todos os insultos, e é aí onde mora o problema. Aguentar as agressões diárias, sem dividi-las com ninguém, é como uma tortura interna, que gera sequelas, muitas vezes, irreparáveis. O isolamento social e a depressão são comuns entre as vítimas, isso quando a situação não é mais grave, gerando o suicídio.
As pessoas não podem fechar os olhos para o bullying. Já é hora de reprovar essa prática que ceifa a vida de tantos jovens. Jovens promissores, que só desejavam uma oportunidade de viver.


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